
Eu havia tido mais um pesadelo. Sentei-me na cama e observei o relógio. Ainda eram três da manhã.
O quarto permanecia no escuro e se encontrava muito abafado, então me ergui e andei até a janela. Quando a abri, fiquei entorpecida. Era lua cheia, e ela cintilava como jamais havia visto. Sustentei meus braços no beiral da janela para contemplá-la. Não sei exatamente quanto tempo permaneci ali.
Sem compreender, uma lágrima correu dos meus olhos, contornando minha bochecha e caindo em minha blusa. Eu a sequei e respirei profundamente. Não era uma lágrima de angústia, era de alegria. Eu não sabia o porquê de estar assim. Então, percebi que a lua estava tão intensa quanto os olhos dele, quando olhava dentro dos meus. Talvez eu estivesse preocupada com tudo que estava ocorrendo comigo, ou talvez, eu apenas estivesse apaixonada.
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