As páginas amareladas entram em contado com os meus dedos. Eu sorrio por dentro, mal conseguindo disfarçar o encanto ao qual sou submetida. Descubro as letras pequenas e escuras que compõem parágrafos extensos e observo a curiosidade tomar conta de mim. Eu sinto o aroma da cultura e da sabedoria subentendidas nas páginas e sou tomada por um intenso anseio de gargalhar.Então começa a mais perfeita das parte. Meus olhos percorrem as linhas e eu mordo a minha boca a cada conflito e clímax. Irradio felicidade a cada vitória e choro pelas mortes dos meus personagens preferidos. Penso nas histórias o tempo inteiro e não consigo interromper a leitura antes das três horas da madrugada. Me encontro com palavras difíceis, e por isso tenho sempre um dicionário por perto. Aonde quer que eu vá, eu levo o meu livro comigo, e abro-o nos intervalos entre as aulas e no carro, indo para qualquer lugar.
Ah, livros. Meus maiores vícios, minhas maiores obsessões. Eu os amo, eu os anseio mais e mais. Eu os quero para mim. Eu devoro-os; eu sou a devoradora de livros. Afinal de contas, são eles quem me advertem e me protegem da realidade dura e cruel à qual eu pertenço.
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